Sou trilhas de areia, um pouco vastidão de chapadas, pedras e cachoeiras; sou serras de ribeirões, seus vãos de abismos onde as borboletas azuis convidam à dança; sou as cheias dos grotões em desvairados transbordos; sou a sanha de insetos em flores de primavera; sou, enfim, toda solidão de rio, quando a noite é vinda e só os pássaros noturnos sobrevoam o cristal das águas.
sábado, 9 de dezembro de 2017
Só!
Tentei resistir,
não consegui!
Inventei muitos atalhos
em outros tantos caminhos:
Itália, Espanha,
França, Portugal
Argentina, Chile,
México, Haiti...
Neguei os saxões
porque deles desconfio
muito mais do que de mim.
Tentei fugir por aí,
perder-me em vastas chapadas
dormindo nos ribeirões
ou mesmo em algumas ilhas
no meio do São Francisco...
Por fim,
já quase sem rumo,
acuei-me neste blog
resolvido a me seguir.
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