Sou trilhas de areia, um pouco vastidão de chapadas, pedras e cachoeiras; sou serras de ribeirões, seus vãos de abismos onde as borboletas azuis convidam à dança; sou as cheias dos grotões em desvairados transbordos; sou a sanha de insetos em flores de primavera; sou, enfim, toda solidão de rio, quando a noite é vinda e só os pássaros noturnos sobrevoam o cristal das águas.
sábado, 9 de dezembro de 2017
Para você
Ah, como é difícil ser!
Tento construir um sentido:
Regar canteiros,
Trocar a lâmpada da varanda
Lubrificar a fechadura do portão
Que a chuva emperrou.
Tento sonhar o impossível
Saber de uma pesquisa
De pós-graduação
Que faço,
Nem sei porquê!
É tão difícil,
Diii fíííí cilllll...
(...)
(...)
É...di... fí... cio!
Edifício....
A engenharia da vida,
A construção de sentidos!
O amargo me invade a boca:
É sal que falta
O sal que excede
Esse sal
É sede
Onde reside
Meus desassossegos.
Não me falta o instante:
Esse momento é nosso!
É amargo,
É doce
- É de “ocê”
Na fala bamba
De uma menina pobre
Cujo casebre
Desconhecestes.
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