sábado, 9 de dezembro de 2017

Só!

Tentei resistir, não consegui! Inventei muitos atalhos em outros tantos caminhos: Itália, Espanha, França, Portugal Argentina, Chile, México, Haiti... Neguei os saxões porque deles desconfio muito mais do que de mim. Tentei fugir por aí, perder-me em vastas chapadas dormindo nos ribeirões ou mesmo em algumas ilhas no meio do São Francisco... Por fim, já quase sem rumo, acuei-me neste blog resolvido a me seguir.

Para você

Ah, como é difícil ser! Tento construir um sentido: Regar canteiros, Trocar a lâmpada da varanda Lubrificar a fechadura do portão Que a chuva emperrou. Tento sonhar o impossível Saber de uma pesquisa De pós-graduação Que faço, Nem sei porquê! É tão difícil, Diii fíííí cilllll... (...) (...) É...di... fí... cio! Edifício.... A engenharia da vida, A construção de sentidos! O amargo me invade a boca: É sal que falta O sal que excede Esse sal É sede Onde reside Meus desassossegos. Não me falta o instante: Esse momento é nosso! É amargo, É doce - É de “ocê” Na fala bamba De uma menina pobre Cujo casebre Desconhecestes.

Epígrafe

Vagueio nas frias calçadas a cata de algum olhar acaso entornado, qual descuido: migalhas que alimentam pombos e minha fome de gente. Entorno nas praças a herança das muitas vezes que catava lenha nas chapadas para acender fogueiras e aquecer o frio de meninos nus. Colhi, nas muitas curvas de meus justificados caminhos, apêndices secos de árvores para acordar sonhos dormidos e fazer germinar minha história única.